Na raça e com dez, líder Timão derruba tabu contra Verdão
01/02/2010
O Corinthians já pode comemorar uma "conquista" em seu centenário. Neste domingo, o Todo Poderoso encerrou com uma incômoda escrita de sete partidas sem triunfo sobre seu maior rival. No Pacaembu, o Timão superou o Palmeiras por 1 a 0, pela quinta rodada do Campeonato Paulista.
O mais impressionante é que o Corinthians bateu o adversário mesmo com um jogador a menos durante quase todo o jogo. Logo aos nove minutos, Roberto Carlos deu um carrinho em Joãozinho no meio-campo e levou o cartão vermelho direto. O Timão segurou o Palmeiras com destacada garra e determinação. Jogadores como Danilo, Jorge Henrique e Tcheco viraram verdadeiros defensores. Sem falar no goleiro Felipe, autor de dignos milagres na etapa complementar.
Para completar, o Corinthians ultrapassa o Palmeiras na classificação. Os comandados do técnico Mano Menezes chegam a 11 pontos contra apenas oito do Verdão, que vê o fim de sua invencibilidade em 2010. Com os outros resultados da rodada, o time de Parque São Jorge encerra a rodada na liderança do Paulistão.
Na próxima rodada, o Palmeiras terá mais um clássico pela frente: enfrenta a Portuguesa, quinta-feira, às 17 horas, no Palestra Itália. O Corinthians, por sua vez, entra em campo um dia antes contra a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
O Jogo - O primeiro clássico da década começou quente, mantendo as tradições dos melhores confrontos entre Corinthians e Palmeiras. Aos seis minutos, o Timão abriu o placar com gol de Jorge Henrique, de cabeça, após cobrança de falta de Tcheco na direita - em infração cometida por Armero. Logo em seguida, os donos da casa ficaram, entretanto, "irados" com a expulsão de Roberto Calos, que aplicou um carrinho em Joãozinho no meio-campo. Depois das reclamações, o camisa 6 deixou o gramado aplaudido pela Fiel.
O Palmeiras aproveitou a vantagem numérica para subir suas linhas. No Corinthians, a hora era de adotar o sacrifício. Meia de origem, Danilo se posicionou na vaga deixada por Roberto Carlos, incorporando muita garra na marcação do chileno Figueroa.
Sem a necessidade de tantos cuidados defensivos, Muricy Ramalho apostou em uma substituição ousada ainda na etapa inicial. O atacante Daniel Lovinho, que nunca teve atuação convincente no Palestra Itália, ficou com a vaga do zagueiro Gualberto. Era uma aposta da comissão técnica.
Só que o treinador palmeirense ainda via problemas em seu time. Mais uma vez, Armero tinha um desempenho terrível na lateral esquerda, demonstrando instabilidade tanto na defesa como no ataque. Improvisado, o destro Wendel entrou em seu lugar aos 33 minutos. Após a substituição, o colombiano sentou no banco de reservas aos prantos.
Enquanto isso, o Palmeiras continuava sem empolgar. Aos 34 minutos, Daniel Lovinho chegou a balançar as redes, mas estava impedido. Antes do intervalo, as melhores tentativas do Alviverde foram os chutes de longe de Cleiton Xavier e Pierre que nem sequer foram na direção da meta do goleiro Felipe.
Pressão - Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras apresentou uma pontaria melhor. Em 11 minutos, Felipe foi o autor de dois milagres, na falta cobrada por Cleiton Xavier e no arremate de Pierre na entrada da área. Os palmeirenses ficaram mais esperançosos.
Aos 18 minutos, Felipe fez sua intervenção mais espetacular. A conclusão cruzada de Robert foi consciente e precisa, porém esbarrou no arqueiro. De forma impressionante, a Fiel gritava mais alto a cada ataque do Palmeiras. Os torcedores eram o 11º jogador em campo.
Quando não era Felipe o herói, um atleta de linha tratava de afastar o perigo. Aos 31 minutos, Ralf salvou quase em cima da linha o arremate de William. Mas a tarde era mesmo de Felipe, que ainda defendeu as conclusões de Figueroa e Danilo para sair do Pacaembu como herói, curiosamente depois da falha no empate contra o Mirassol. Já o Palmeiras ainda amargou no fim a expulsão de Cleiton Xavier por reclamação.
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